terça-feira, 29 de março de 2011

Racismos

Estava eu ontem a fazer de conta que era uma muçulmana a rezar (don´t ask..)no workshop de teatro, lenço sufocante na cabeça e tudo, e comentei que giro que era que no nosso grupo as três raparigas que estavam a fazer de muçulmanas tinham olhos azuis (ahahah:P).
Nesse momento épico a holandesa de olhos azuis-vítreos vira-se para a alemã de olhos azuis-turquesa e, não se importando muito que eu ali estivesse, disse:
-"Ela não tem olhos azuis pois não?"
Foi aí que lhe tive de explicar que eu tinha os olhos cor azul-latino.
.....
*+&%$#"#$*&...gente picuinhas!
.....

segunda-feira, 28 de março de 2011

banda sonora

antes que fique apelidada de emigra que só pensa em bom tempo (e o mesmo tende a não chegar por aqui) vou disfarçar e falar do quão musico-eclética me senti este fim de semana ao:

- na noite de sexta ter de lavar um cesto de roupa à mão (sim a máquina de lavar sentiu a falta do belga que compõe tudo com o seu toque mágico e deixou de trabalhar) a ouvir esta música:


- ter seguido para uma "festa antes da festa" de Karaoke onde fiz coro nesta (escusado será dizer que ainda me está a martelar a cabeça agora...)


- partir para 3 horas de dança suada e latina numa república de estudantes para dançar algo como isto:


- acordar no sábado de manhã a dançar porque com o vizinho estava a ouvir isto aos berros:


- ir para Leiden visitar uma amiga e acabar a noite num bar de rock da "pesada" onde me senti a pessoa mais naïf do mundo (os meus brincos eram umas flores cor de rosa e não tinha nada preto vestido) a ouvir este tipo de música:


- acordar para uma manhã de panquecas com 3 açucares com este som a passar por trás..


- passar a tarde de Domingo ao sol numa praiazinha de nome impronunciável do Mar do Norte em que não havia música nenhuma!!!!!! (aí sim fez falta!)

- voltar a "casa" numa viagem de comboio em que o meu colega de banco de comboio ia a ouvir isto (e eu sem o meu ipod):


- chegar exausta e gelada e ter a minha colega cá de casa a comunicar-me que tinham feito um churrasco e que por acaso a minha roupa do estendal tinha apanhado "um bocadinho de fumo" enquanto, ao fundo, a nina cantava, ironicamente o refrão desta....


obladi obladá! venha daí um cesto de roupa mal cheirosa e uma barra de sabão!

terça-feira, 22 de março de 2011

alarmismos

parece que está bom tempo por aqui.
por isso as pessoas puseram-se todas nas esplanadas a comer sandwiches de faca e garfo e de tops caviados.
eu desapertei o kispo.
e espirrei.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A "prima Vera"

está a começar a anunciar-se discretamente por aqui...
para além das flores que começam a despontar nos relvados gélidos, os sinais são óbvios:

- cheira a clorofila na estufa;
- acordo de manhã com o "housemate" de toalha (só) a desentupir canos...
- nos pastos vêm-se, para além das "manadas" de gralhas, póneis e ovelhas, muitos bambis bébés;
- já consigo vir sem luvas na bicicleta (apesar do casaco-edredão e dos metros de cachecol de que ainda não abdico);
- pelo mundo fora nascem bébés: parabéns Susana e Rui!
- a quantidade de mesas e pessoas nas esplanadas da cidade aumentou exponencialmente e o número de copos abandonados pela cidade também;
- agora já vejo pássaros pequenos vivos a cantar (em oposição aos transformados em blocos de gelo na berma da estrada);
- a minha bicilcleta já não faz um certo e determinado barulho (que provavelmente tinha a ver com peças metálicas geladas);
- os meninos e meninas de 4 anos saem finalmente à rua com as suas bicicletas e rodinhas suplentes agora que as estradas estão descongeladas;
- já comi pão com manteiga sentada no terraço(ainda que embrulhada no cobertor);
- os patos já nadam, não deslizam no gelo;
- e claro,...love is in the air....and all around...

quinta-feira, 10 de março de 2011

fez um mês...

...que cheguei e apesar de já comer sandes tiradas do Tanparuére, já não ter dores de orelhas porque já me habituei ao frio, pedalar de costas direitas e ter password para entrar em todas as portas e computadores do sítio, as minhas idas ao supermercado de bicicleta continuam a parecer um sketch deste senhor.

ele é o cadeado que não encaixa, a embalagem do pão que não cabe nos alforges da bicicleta, as minhas luvas que ficam desgarradas entre o bolso e a mochila, o estalar da casca dos ovos que se ouve na escuridão do parque das bicicletas, o pouco espaço para a manobra da marcha atrás e a rama das cenouras biológicas que vai a abanar ao vento pelo caminho fora....

ai ai..um dia serei como elas, aquelas que antes que eu consiga perceber qual é a minha bicicleta já vão a sair com as melenas ao vento e as compras pousadas casualmente no cesto mínimo da bicicleta....

as fotos destas peripécias não existem (imaginem o que era juntar uma máquina fotográfica a esta cena cómica), mas as imagens da terrinha seguem em postal....(e sim..existe uma loja no centro da vila que tem uma montra dedicada ao vinho do porto "Ramos Pinto" e a bicicleta encostada à árvore é a minha!)

Postais de Amesterdão

o fim-de-semana foi com visitas portuguesas que calcorrearam a cidade e arredores.
o que viram foi tudo isto, e mais algumas coisas que não houve tempo ou desplante de fotografar.
a cidade estava vestida de Inverno assim como os jardins e as pessoas, mas o sol prometeu e apareceu.
obrigada pela visita meninas (voltem sempre e de preferência lá para a Primavera!)





quinta-feira, 3 de março de 2011

20 e 30

como é que eu sei que eles têm vintes e eu tenho trintas?!?
assim:

-eu levei dinheiro para as bebidas, eles esqueceram-se.

- eu fui ao concerto no bar. amanhã é dia de exame para todos eles: eles também foram.

- eles acharam que era uma banda "punk" eu achei que era uma "highschool band".

- eu dava 17 anos ao baixista, eles davam 21.

- eu estava de gola alta, elas de caviados.

- eles achavam os penteados da banda eram apropriados, eu achava que eram "estilo a mais" principalmente quando ainda não se vislumbra a barba nas caras de bébés...

- eu decorei o lugar através da loja das porcelanas, eles através do bar que está ao lado.

- eles acham que "ter patrão" não é algo que queiram para eles, eu sei que, às vezes, ajuda ter um.

- eles não fazem ideia com que frequência uma galinha pode pôr ovos. eu provoquei com curiosidade uma reacção ao dizer "que matava galinhas e que usava os óvulos para canja".

- eles conseguem falar enquanto a banda toca. eu desejo ter algodão por perto.

- eu saio do bar e penso que o soutien fede a tabaco e só penso no aroma dos lençõis lavados que tenho em casa, eles acendem mais um cigarro para o caminho para casa.

por isto e muito mais guardei para mim (e para vocês) toda a análise crítica e curti a noite, a cocaquinha bem frescola (credo! ninguém com menos de 30 anos acha piada a esta expresssão...ou conhece sequer)...e as bandas locais.

a seguir fui ao multibanco tirar um extracto de conta bancária e lembrar-me por que é que é bom ter trinta anos e não ter exame amanhã!